MASTURBAÇÃO

Um assunto pouco comentado entre lideranças e até mesmo na Igreja.
 

A excitação e a busca pelo orgasmo por auto manipulação dos genitais é um hábito pecaminoso e um artifício fisiológico não saudável. 

Primeiro – pecaminoso porque rompe com o objetivo Divino para com o homem desde a criação quando Ele ordena – “crescei e multiplicai-vos”, implicando no mecanismo sexual a dois, e obviamente no prazer a dois. Usar do hábito da masturbação é pecado porque viola o sagrado propósito do sexo em partilhar da experiência sexual e do prazer entre homem e mulher.

Jesus foi explícito na declaração sobre cobiçar uma mulher (ou homem) através do desejo sexual - “Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para cobiçá-la já em seu coração cometeu adultério com ela” Mateus 5:28 – fazendo uma direta indicação do sétimo mandamento, o mandamento relativo ao sexo. Olhar, desejar e cobiçar de acordo com Jesus é pecado; ir alem disso e se excitar e buscar o prazer do orgasmo nesta imaginação cobiçosa, também é pecado.

Segundo – é um artifício fisiológico não saudável porque vicia e leva a distúrbios sexuais (para filias) através de comportamentos alterados, mesmo se o individuo posteriormente tiver uma vida sexual normal a dois. 

Os psicólogos e terapeutas sexuais não cristãos recomendam e até indicam a masturbação em tratamentos. Vale lembrar que o estilo de vida de pessoas descrentes, ou não comprometidas com princípios do evangelho, não são parâmetros para a vida do cristão. Isso é a falsa ciência. A verdadeira ciência é aquela que vai em direção dos princípios da Palavra de Deus.

A masturbação vicia porque envolve mecanismos semelhantes, mas não sendo os mesmos daqueles do sexo. O individuo que se masturba se utiliza da visão (ou imaginação) para se excitar e das mãos para manipular os órgãos sexuais (pênis – homem; clitóris – mulher). 

No sexo normal entre homem e mulher, as variantes de excitação são numerosas – beijos, carícias, toque, abraços, posições, visualização real, audição, penetração etc. 

Todo ato sexual ocorre além do contato físico, mas principalmente a nível cerebral – no hipotálamo – mediado por neuro-transmissores, que são drogas potentes (dopaminergicas) ou que ‘dopam’ literalmente a pessoa. Daí sermos viciados em sexo – os que têm uma vida sexual ativa – e isso ocorrem com os que se utilizam da masturbação. 

No entanto na masturbação as vias neurais que são utilizadas no hipotálamo são diferentes daquelas do sexo a dois. Os caminhos neurais, trilhas neuronais que são utilizadas são rotas diferentes nas duas situações.

As trilhas neurais do sexo a dois são maiores em número de neurônios e mais complexas; pela simplicidade do ato da masturbação, as trilhas são diferentes e menos complexas. 

São experiências diferenciadas a nível cerebral; embora ambas partilhem do hipotálamo e mediadores químicos parecidos. O orgasmo da masturbação é o mesmo da relação sexual, mas a intensidade e a experiência ‘virtual’ em nível de cérebro se diferenciam da experiência real da relação sexual.

No encontro de casais uma jovem casada escreveu sua experiência sem se apresentar: Que desde os 10 anos se masturbava; e seguiu assim sua rotina no hábito de procurar excitação e orgasmo se auto-estimulando. Ela por fim se casou e teve uma vida sexual ativa. 

No entanto declarou que não sentia prazer na relação de penetração, como sentia na masturbação. Ela tinha orgasmos com o marido na relação sexual a dois, mas ao terminar se masturbava ao lado do marido. Disse que o prazer da masturbação era diferente. Por isso tinha sua rotina de masturbação paralela, à vida sexual.

Essa jovem tinha priorizado em seu cérebro, por uma década, rotas neurais que desencadeavam uma intensidade e experiência orgástica; ao iniciar sua experiência sexual a dois, novas rotas neurais foram inauguradas. 

Apesar de ter sido os caminhos neurais para o sexo, elas não eram as principais e prioritárias para seu cérebro.

Em outra situação, conversei pessoalmente com um jovem que estava casado a 5 anos. Porém se utilizara da pornografia e masturbação por 15 anos. Ele relatou não ter prazer com a esposa na relação sexual de penetração. E pedia para a esposa ou ele mesmo se utilizar da masturbação para sair satisfeito na intimidade a dois. 

O que ocorria em ambos os casos? O cérebro priorizava a experiência anterior; as trilhas neurais desenvolvidas por dezenas de anos eram prioritárias sobre a nova experiência. O hábito de se masturbar oferecia mais prazer (intensidade) apesar da relação sexual oferecer uma experiência mais rica e plena.

Reações:

 

TRILHAS NEURAIS NA MASTURBAÇÃO


No início de qualquer vida sexual, sendo ela o amadurecimento natural dos órgãos sexuais, os primeiros conceitos e a reação fisiológica do corpo, relacionamentos etc., cada indivíduo cria um patrimônio sexual virtual em seu cérebro. 

As potentes drogas que são despertadas nesta fase e começam a ser lançadas na corrente sanguínea, mudando comportamento, gostos e preferências, são drogas endógenas poderosas. Utilizar esse período com a experiência da masturbação, irá apenas fortalecer as rotas neurais e priorizar o hábito para a obtenção do orgasmo.

Qualquer experiência dos humanos envolvem diferentes níveis no cérebro; em nível de tecido cerebral (o tecido do hipotálamo), celular (neurônios), molecular (as drogas) e físico (os elétrons). 

A imagem de uma mulher (ou homem) desejada (o) ao ser projetado no cérebro desencadeia um turbilhão de elétrons (eletricidade de baixa voltagem) a percorrem os neurônios do tecido do hipotálamo. 

No interior do tecido, as trilhas são sulcadas pelos eletros que passam por ali; a memória nada mais é do que trilhas neurais repetidas e priorizadas pelos hábitos e preferências. 

É aqui que ocorre o vício; é natural o vício a nível fisiológico. O que não é natural são as formas pelas quais tais vínculos são realizados. A criação de homem e mulher determinou como deveriam ocorrer tais eventos fisiológicos. 

A forma antinatural é uma alteração daquilo de que fomos projetados.

Adolescentes e jovens que se utilizam da masturbação podem ter mais problemas de adaptação sexual posteriormente em suas vidas sexuais futuras, do que aqueles que nunca se utilizaram dela. 

A prática da masturbação NÃO habilita ou oferece melhor preparo para a vida sexual futura; ao contrário, determina mecanismos fisiológicos que atrapalharão no transcurso natural do amadurecimento sexual. 

A verdadeira educação sexual é através do diálogo, informação e observação do relacionamento familiar saudável, onde os filhos aprendem a amar com o exemplo dos pais.

É uma falácia afirmar que praticando a masturbação você conhece melhor o seu corpo; porém é uma grande e monumental verdade que ela leva você a apreciar melhor o seu corpo; isto porque o vício fisiológico é fortalecido no prazer egoísta. 

Isso porque o sexo é oferecer prazer ao companheiro sexual, onde a masturbação falha e determina o contrário na mente do individuo. O jovem que a pratica está programando seu cérebro para o prazer individualista e para uma relação egoísta da busca pelo próprio prazer. 

Fomos criados para dividir e oferecer o prazer.

Contato

Revelações e Notícias

84 987457484

© 2016 Todos os direitos reservados.

Crie um site grátisWebnode